Cibersegurança na saúde: como proteger o seu sistema

Os ataques cibernéticos têm sido cada vez mais frequentes. Os ataques a hospitais aumentaram a nível global, uma tendência que se tem vindo a afirmar desde novembro 2020, quando se registou uma subida de 45% do número de organizações do setor da saúde a nível mundial a sofrer ataques cibernéticos.

Este cenário de ataques cibernéticos é ainda mais preocupante na área da saúde, porque envolve acesso a exames laboratoriais, dados pessoais confidenciais dos pacientes, e muito mais. Por este motivo, neste artigo, vamos abordar alguns conceitos sobre segurança de sistemas e redes.

O que é cibersegurança?

São as práticas de proteção de sistemas conectados, servidores, dispositivos móveis, computadores e redes contra crimes cibernéticos. Esta proteção pode ser aplicada a software e hardware, sendo também denominada por segurança da tecnologia da informação.

Como aplicar a cibersegurança na proteção dos dados em instituições de saúde?

As instituições de saúde podem ficar fortemente comprometidas com a perda de dados e restrição de operações em consequência dessa perda. Por isso, adotar medidas preventivas, bem como estabelecer políticas de recuperação de dados são cruciais para restaurar a capacidade operacional e garantir a segurança dos pacientes.

Siga estas dicas:

 

1.       Estabelecer uma cultura organizacional de cibersegurança

Deve promover formação contínua sobre cibersegurança e consciencializar para a responsabilidade de cada colaborador na proteção dos dados dos pacientes, criando uma cultura de segurança da informação.

 

2.       Proteger dispositivos móveis

É fundamental utilizar ferramentas de criptografia para garantir a segurança dos dados partilhados por esses dispositivos.

 

3.       Backup e computação em nuvem

Deve manter uma prática regular de backups, de modo a que a restauração dos arquivos seja rápida. É também importante adotar o armazenamento em nuvem dessas informações, para que fiquem fora do sistema principal. Esta prática pode contribuir significativamente para a proteção dos dados.

 

4.       Firewall e limite de acesso à rede

O uso de firewall em toda a rede evita que qualquer máquina ou dispositivo conectado à Internet tenha um acesso de uma forma fácil. Deverá também limitar o acesso à rede para que a instalação de softwares e qualquer outra adição ao sistema operacional só ocorra mediante o consentimento do responsável.

 

5.       Controlo de acesso às informações

O acesso interno às informações deve ser altamente rigoroso e concedido apenas àqueles que precisam mesmo de utilizar ou de visualizar os dados.

 

Lembre-se que quanto maior o volume de informações, maior a necessidade de ter uma equipa de TI com competências para analisar, gerir e responder aos incidentes de segurança.

Em suma, investir em soluções tecnológicas e na formação dos colaboradores em segurança cibernética é fundamental para manter a confidencialidade e o funcionamento das atividades, que envolvem a própria vida dos pacientes.

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